Um pouco sobre embalagem

06 janeiro 2014

Dificilmente nos damos conta de que eles estão por trás das embalagens que manejamos em nossa vida cotidiana. Não que sejamos imunes a sua atratividade. Ao contrário: é ela que nos chama atenção e que nos encaminha para o produto.
Ela envia mensagens que normalmente captamos de forma mais subliminar. Dá-nos indícios que lastreiam a percepção e que influem na decisão, principalmente quando estamos em dúvida perante produtos concorrentes.
Em verdade quando adquirimos produtos estamos levando mais de um para casa: aquele que queremos comer, ter, usar e a embalagem ou embalagens que os revestem.
E, são extremamente importantes por permitirem alcançar o público, ampliando o alcance e até a época em que o produto pode ser adquirido ou desfrutado. Podendo ser reutilizáveis ou não, recicláveis ou não, podendo até ser contaminadas e exigir cuidados especiais para seu descarte.
De fato, são diversos tipos de embalagens, e classificadas por terem contato direto com o produto (primária – exemplo seria a garrafa pet), ou outra que vai conter a primária e que pode não ser adequada para transporte (chamada de secundária – exemplo seria a caixa do medicamento).
E aquelas que permitem que as anteriores sejam reunidas em lotes ou agrupadas permitindo que sejam manejadas e transportadas (exemplo seriam os lotes de tijolos envelopados com plástico e amarrados com cintas plásticas).
São de diversos tipos como os blisters (aquelas cartelas com filme plástico ou alumínio dos comprimidos), cartuchos (caixas estruturadas em papel cartão como a de cereais), embalagens mistas como as multicamadas (caixas tipo longa vida são exemplos).
E as laminadas (aquela dos biscoitos, que tem filme plástico metalizado mais adesivo), embalagens cartonadas (papel cartão, alumínio e filme de polietileno e que preservam alimentos, por exemplo), embalagens plásticas flexíveis que tomam a forma física do produto que acondicionam, latas, caixas de transporte ou não.
Até os contêiners são considerados como embalagens, afinal são eles que contém e permitem transportar grandes volumes de produtos – a granel ou não.
Envolvem formas e cores, os rótulos e sleeves (“manga” que envelopa uma embalagem como se fosse uma pele) e desenhos gráficos que nos ajudam a perceber as informações mais importantes (splash).
Há muitos aspectos envolvidos, não somente os estéticos, ambientais ou de funcionalidade que os leigos captam rapidamente. Podem servir para proteger a integridade e inviolabilidade do produto.
Outros aspectos importantes são os técnicos, regulatórios, envolvendo leis e certificações. Além dos aspectos econômicos de produção e mercadológicos.
E, como se pode perceber, pois movimentam diversos tipos de materiais: adesivos sensíveis à pressão e os termoplásticos; metais como o alumínio, aço e folha de flandres, fibralata (ou lata multifolhada, ou seja, papel associado a partes metálicas); papel cartão, kraft ou ondulado; plásticos de diversos tipos; madeiras e vidros.
Trata-se de um setor muito vigoroso da economia brasileira, responsável por 1% a 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), movimentando mais de R$ 47 bilhões em 2012, empregando formalmente mais de 200 mil pessoas, sem se contar os empregos indiretos e informais.
Cresceu 2,66% no primeiro semestre de 2013, e se espera mais 1% no segundo, de acordo com dados de fontes como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), FGV (Fundação Getulio Vargas) e Abre (Associação Brasileira de Embalagens).
As pessoas que não são profissionais da área de design raramente sabem de casos premiados ou comentam sobre uma nova embalagem criativa, inovadora. Mas, existe um esforço de melhorar o design das embalagens em setores exportadores – Projeto Design Embala, uma parceria entre a Abre e a Apex-Brasil.
Elas impactaram diretamente no aumento do volume de exportação da nossa cachaça e destilados da cana de açúcar (apresentando um aumento até julho de 2013 de 2,56% em valor US$ FOB).
Assim, há muitos empreendedores que geram estes resultados, e certamente há espaço para criatividade, inovação, produtividade para muitos outros. Que mais sonhos e esforços empreendedores sejam embalados pelas embalagens!
POR ROSE MARY LOPES